Antes de tudo, duas questões devem ser abordadas nesse post. Primeiro, porque diabos escolhi o filme Fome Animal? E segundo, um total idiota criado pela mãe consegue ser um herói?
As respostas para isso são simples. Fome Animal é considerado por mim e por muitos (por muitos mesmo) como um clássico do terRir... sim... terRir, onde o terror é colocado de lado e vira um artifício para a comédia. É um filme totalmente despretensioso que envolve o telespectador no decorrer da trama. Particularmente ele entra no top 3 da minha lista de filmes que mais gosto.
E sobre o grande herói, sim, neste filme conseguimos ver um total perdedor conseguindo virar um matador de "zumbis" e de quebra ainda termina com a mocinha.
Tudo começa com a doença do macaco-rato de Sumatra, que aparece numa forma tosca parecendo de massinha e terminando esmigalhado. Curiosamente, como num filme de baixo orçamento, os tribais da ilha de Sumatra não são atores figurantes, e sim um time de rugby fijiano.
Tudo é desencadeado após a mordida do macaco-rato na mãe do nosso herói Lionel. Disso ela se torna um "zumbi", dada como morta, e uma coisa leva a outra até o baile de sangue, que reza a lenda, é real de porco.
Personagens bizarros aparecem nesse filme, tem a mocinha chamada Paquita e me vem a pergunta sempre, como diabos uns latinos foram aparecer na Nova Zelândia? A própria mãe do herói, o tio Les, o veterinário ilegal nazi, o rockabilly, a enfermeira e o padre ninja.
E como não falar do bebê nascido da noite pro dia, que merda é aquela? Filho de uma enfermeira que trepa com um padre-taradão-ninja, o diabo do moleque toca o terror no filme, só faz merda. O passeio no parque só rolou no filme porque sobrou dinheiro após o termino e hoje em dia seria proibido porque o moleque entra no cacete depois de só fazer asneira.
Para mim o filme tem uma visão tosca todo especial, vejo esse filme como uma comédia romântica onde o herói Lionel vence todas as barreiras para arrebatar o coração da donzela.
Além disso, tem toda uma psicologia através do filme onde é destacado a superproteção das mães, tanto que no final do filme aquela coisa horrorosa, completamente mal acabada coloca de volta ao seu ventre o filho amado.
Outro aspecto que tiro o chapéu é o fato do filme ser de época, gravado em 1992 com um cenário dos anos 50. Como diabos o Peter Jackson conseguiu fazer isso num filme de tão pouco orçamento? O próprio Peter Jackson aparece no filme como o assistente da funerária.
Peter Jackson hoje é um aclamado diretor cheio de "oscares" em sua prateleira e muito se deve a essa pérola. Até o nosso querido Zé do Caixão já declarou que é um dos melhores filmes do mundo, aceitado por todos que tem gosto duvidoso.
Tenho muita dificuldade em apontar defeitos nesse filme, pois para mim tudo de errado parece ser meticulosamente feito de propósito. Podem xingar, berrar, gritar e falar mal mas esse é um clássico do gênero.
Título original: (Dead Alive)
Lançamento: 1992 (Nova Zelândia)
Direção: Peter Jackson
Atores: Timothy Balme, Diana Peñalver, Elizabeth Moody, Ian Watkin.
Duração: 104 min

